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As chuvas voltaram...
Olhei as jabuticabas.
Voltei páginas e lembranças.
E mastiguei minha infância.
Martins Laje
Martins Laje, meus primeiros anos de vida. Neste recanto da minha infância joguei baleba e pesquei piabas no Rio Paraiba.
Há muitos anos, na Leiteria Silvestre, ( que não mais existe) no Largo da Carioca, no Centro do Rio, duas moças bancárias lanchavam à frente da mesa onde um dos meus irmãos e eu estávamos.Os olhos de uma delas nos lembraram uma baleba; memória lúdica da minha querida Martins Laje. Dentro dos fatos da época, em um guardanapo (ainda guardado), escrevemos:
Este olhar baleba
que quase me leva
pra junto do céu
céu quente
céu pra frente
céu moderno
parecendo até inferno.
Céu de santos cassados,
De padres casados,
tudo isto bem rimado
por que você está
ao meu lado
com este olhar baleba.
Baleba meiguice
da minha meninice,
sem astronautas na lua,
quando eu brincava na rua,
rua sem Mustang
cor de sangue,
vazia de perigo,
onde só havia alegria,
alegria que me leva
a sonhar tudo isto
no teu olhar baleba.Ainda sobre Martins Laje...
Meu pai trabalhava na destilaria Jacques Richer, do antigo IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) extinto pelo governo Collor. Minha mãe era merendeira do grupo escolar (estadual)Alberto Lamego, onde estudei durante um ano. Ótimas recordações, tudo dentro da maior simplicidade.Depois, a família se mudou para Campos, e graças à ajuda financeira de uns tios de Niterói, pude ser matriculado no Cecília Calomêni, uma excelente escola de primeiro grau que funcionou exatos 50 anos.
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